Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 18/09/2020

Devido ao capitalismo desenfreado do século XXI, o mundo busca produzir mais a cada dia e utiliza os recursos naturais, muitas vezes, de maneira insustentável. Na busca para alcançar maiores lucros, a classe detentora do poderio econômico almeja tornar as leis ambientais brasileiras menos rígidas. Entretanto, as consequências dessa flexibilização, como o comprometimento da biodiversidade brasileira e a consequente degradação humana, são extremamente nocivas.

Em primeiro lugar, destacam-se os danos causados à fauna e flora do país. Tomando por exemplo o desmatamento da Floresta Amazônica, ou o alagamento de ecossistemas por construções de barragens, é notável que regiões inteiras são afetadas pelas alterações ambientais feitas por visar o capital. Segundo dados da Agência Nacional de Águas, o Brasil possui 1/5 de toda a água doce do mundo. Destarte, fica claro que o território brasileiro possui uma grande pluralidade de recursos naturais, devido ao seu tamanho continental, mas que são limitados, e precisam, portanto, de líderes que garantam o equilíbrio do desenvolvimento do Estado com a sustentabilidade.

Outrossim, é preciso destacar que a degradação ambiental impacta, diretamente, na qualidade de vida humana. O documento Nosso Futuro Comum, desenvolvido pela Primeira Ministra Norueguesa, Brundtland, alerta as nações sobre a incompatibilidade do padrão de produção vigente com o desenvolvimento sustentável. Todavia, os rumos que o Estado segue frente a essa questão são inconsequentes e contrários às recomendações mundiais. A realidade vivida na contemporaneidade são reflexos da teoria marxista, que afirma que priorizar o bem pessoal em detrimento ao coletivo, gera inúmeras dificuldades para toda a sociedade.

Dessa forma, fica claro que a natureza do país deve ser conservada. Partidos políticos da causa ambiental devem unir-se a Organizações não Governamentais para a formação de uma bancada ambientalista no Congresso para defender os valores de um país mais ecologicamente correto e ir de encontro, diretamente, a projetos que prejudiquem, ainda mais, ao meio ambiente. Também, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente atue juntamente a mídia na promoção da conscientização da população por meio de propagandas impactantes na rede aberta de televisão e canais comunicativos. Somente assim, o Brasil equilibrará desenvolvimento e preservação a fim do bem estar de todos.