Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 22/07/2020

Durante o período colonial, os recursos naturais do Brasil foram altamente explorados pelos colonizadores para a produção de capital. No entanto, apesar da independência e do pensamento crítico desenvolvido, isso decorre por meio dos próprios brasileiros e o lucro vem sobrepondo a ética sustentável, causando desastres e impactos ambientais, o que deve promover um consenso entre o uso racional ou de cunho econômico.

Nesse contexto, o conceito de sustentabilidade se relaciona em não esgotar os recursos e disponibilizar para as próximas gerações, mas também como instrumento para frear a pobreza. Tendo em vista a realidade nacional, em que a economia subsiste na agropecuária, a flexibilização do uso de agrotóxicos é altamente prejudicial, tanto para os mananciais e lençóis freáticos, como para o consumo da população.

Outrossim, traçando uma comparação com as ideias de Locke, a tábula rasa é um papel em branco, bem como a biodiversidade que antes era intocada e, com o passar no tempo, foi tendo impressa em si os impactos antrópicos. Dessa forma, outras práticas visando o lucro são realizadas, como o desmatamento, queima de combustíveis fósseis e uso de instrumentos poucos seguros como as barragens à montante de Brumadinho e Mariana, que admitem consequências como a inversão térmica, chuva ácida, aquecimento global e desastres naturais, respectivamente.

Logo, a sociedade e o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente devem assumir seus papéis. Aquela, de uma consciência individual pelo trabalho de conscientização de campanhas. Essa, com a rigidez na fiscalização de leis, a fim de que, na tábula do Brasil, seja escrita uma nova história, mais humana e ecológica.