Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 01/08/2020

Albert Schweitzer, filósofo e teólogo, disse: “Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo”. Nesse contexto, o filósofo descreve o descaso do ser humano com a natureza, exemplificado com a flexibilização de leis ambientais no Brasil. Desse modo, a falta de profissionais experientes contribui consideravelmente para o desmatamento, um dos principais impactos dessa problemática.

Em primeiro plano, a falta de profissionais experientes para comandar cargos de extrema responsabilidade, no governo atual, contribui para que leis ambientais não sejam implementadas de maneira correta. Segundo a agência O Globo, por exemplo, o número de militares no presente governo cresceu cerca de 13% em relação à gestão anterior. Com isso, questões ligadas ao meio ambiente, que deveriam ser tratadas por ambientalistas, estão sob comando de pessoas inexperientes, prejudicando, assim, a natureza.

Dessa maneira, com uma gestão inesperiente e prejudicial no governo, as leis ambientais acabam se flexibilizando, uma vez que as prioridades do Estado se voltam para a economia. De acordo com o INPE, Instituto Nacional de Pesquisas, a título de exemplo, o desmatamento na Amazônia cresceu cerca de 171% em Abril de 2020. Dessa forma, com o intuito de comercializar a madeira extraída, diversas leis que protegem os recursos naturais se tornam mais fluidas.

Considerando os fatos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas que impeçam a flexibilização de leis ambientais. Dessa forma, um projeto de leis deveria ser votado, por meio da Câmara dos Deputados, aumentando a fiscalização e impondo limites nas áreas desmatadas, a fim de diminuir o uso exagerado de recursos naturais. Além disso, cabe à população pesquisar sobre futuros governantes, suas propostas e intenções no período de eleições. Só assim a questão do desmatamento seria solucionada.