Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 21/08/2020
“Estou dolorido, envenenado, doente…” O fragmento da campanha publicitária “A natureza está falando” da Conservação Internacional (CI), alerta para o mau uso do solo. Ao se focar no uso do solo no Brasil, é substancial o manejo preservativo desse recurso natural, entretanto, essa atribuição não se estabelece. Ora, um cenário nefasto que descende da “cultura” do desmatamento.
Essa prática urge, a priori, da degradação do campo no tocante ao avanço do agronegócio. Tal processo deriva da extração e solubilização dos constituintes químicos do solo, motivado pela ocorrência de queimadas, o que ocasiona a exposição do solo à ação gradativa da chuva que acaba arrastando esses nutrientes, fenômeno este conhecido como, lixiviação. Em razão desse evento, o perímetro afetado se torna, a longo prazo, infértil. Dessa forma, colhe-se o limbo dessa deterioração.
Outro vetor dessa problemática advém da deficiência Estatal no tocante a fiscalizar as regiões de plantio. Na óptica de Mahatma Gandhi, “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. Sob esse viés, ao passo que o estado não assiste as extensões de lavoura, dar azo ao intenso desgaste para com esse ambiente devido a utilização de adubos e plantações que degradam o solo, esgotando, assim, esse recurso. Logo, a insólita ação estatal corrobora para o limiar da produtividade.
Com o fito de amainar essa mazela, torna-se fulcral a atuação de dois vetores. Cabe ao empresariado/agricultor investir em meios de plantio que não agridem o solo, por meio da agricultura de rotação, com objetivo de causar menos danos à esse meio, ademais, o Estado deve fiscalizar os terrenos de cultivo, por meio do mapeamento do perímetro, a fim de promover uma maior vida útil à essa região – Para que a natureza “fale” de saúde.