Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 23/09/2020
Estudos mostram que caso a floresta tropical amazônica seja destruída, será intensificado o processo de desertificação Brasil, pois não existirão as massas de umidades provenientes da Amazônia. Diante disso, é esperado uma preocupação do Estado com a preservação ambiental, entretanto, existe um descaso público com a fauna e a flora brasileira, visto que nos últimos anos, segundo o IBGE, o desmatamento de modo geral está em crescimento. Assim sendo, é alarmante que as leis ambientais brasileiras, que não são devidamente aplicadas, sofram modificações para que haja a flexibilização das mesmas, afim de priorizar a economia e causando, assim, impactos negativos na população.
Em primeira análise, o Brasil é um país agroexportador, sendo o maior exportador de soja do mundo. Tal fato faz com que os grandes fazendeiros precisem de uma maior flexibilização nas leis para produzir e lucrar mais, danificando a natureza. Mediante ao apresentado, o objetivo do atual Ministro do Meio Ambiente é afrouxar as leis de ambientais brasileiras, contudo é extremamente nociva a existência de leis fracas que não protegem devidamente o meio ambiente, já que o ser humano depende de um ecossistema equilibrado para viver. Tal cenário é visto na série Snowpiercer, em que toda a vida no planeta Terra vive em um trem pois a natureza foi destruída pelos “passageiros da primeira classe”.
Ademais, o real problema da condição ambiental brasileira está na falta de uma fiscalização eficaz, e não somente nas leis. Sendo assim, no ano de 2019 em Minas Gerais, a barragem de Brumadinho se rompeu causando um desastre ambiental, social e econômico. Outrossim, o caso não foi considerado pela mídia e o Estado como acidente, e sim um crime ambiental, dado que a empresa responsável pela barragem estava ciente dos problemas e poderia ter evitado. Em síntese, considerando tal evento, as leis ambientais não podem ser flexibilizadas pois geram um impacto negativo em todos os âmbitos da sociedade, então urge uma aplicação rigorosa das diretrizes já existentes.
Portando, mediante ao elencado, é mister que o Ministério do Meio Ambiente troque de ministro e o substitua com um que priorize o bem estar da flora e fauna, para assim investir em uma fiscalização ambiental prudente e tornar as leis rígidas, evitando casos como o de Brumadinho. Além disso, a melhoria no policiamento ambiental deve ser feito por meio da destinação de verbas para a contratação de mais policiais ambientais, bem preparados para qualquer adversidade, com o intuito de ampliar as patrulhas, seguidamente cancelar e impedir a flexibilização das leis. Desse modo, assegurando um sistema de normas funcional todos os impactos causados pelo descaso ambiental serão evitados.