Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 28/09/2020
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à flexibilização das leis ambientais brasileiras. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: priorização de interesses financeiros e questões políticas.
Em primeiro plano, evidencia-se que a priorização de interesses financeiros é um grande responsável pela complexidade do problema. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como o da flexibilização das leis ambientais florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema.
Além disso, cabe ressaltar que as questões políticas são um forte empecilho para a resolução do problema. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a flexibilização das leis ambientais não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Para esse fim, é preciso que organização não governamentais, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses na irresolução dos impactos ambientais, para que a população possa decidir criticamente quais são as prioridades que promovem um bem-estar coletivo. Além disso, cabe à população brasileira contribuir com a preservação dos recursos que já possui.