Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 08/10/2020
No ano de 2020, o Pantanal brasileiro sofreu com uma das maiores queimadas das últimas décadas, com cerca de um quarto do território devastado. Esse dado -noticiado pelo G1- mostra uma ineficiência fiscal durante os períodos de seca, que corrobora para o aumento das chamas. No entanto, a flexibilização, ou a ausência, de leis ambientais ocasiona a perda das maiores biodiversidades do mundo, visto que o Brasil possui biomas exclusivos.
Inicialmente, é válido mencionar que as causas para a flexibilização das leis são os grandes fazendeiros. Eles realizam uma grande pressão sindical por meio da bancada ruralista, presente no Senado Federal. Com isso, os latifundiários conseguem manipular as leis ambientais para benefício próprio, aumentando a produção rural e diminuindo a preservação do meio.
Por consequência disso, o índice de desmatamento cresce exponencialmente, resultante de uma perda de controle, como o caso da Amazônia. Além disso, a perca da biodiversidade nativa da região é desesperadora, como o caso do Pantanal, uma vez que, é o berço das aves no mundo. Shopenhauer -importante filósofo do século XVIII- afirma que o ser humano fez do mundo um inferno para os animais, o que é uma certeza, já que as queimadas matam tanto os animais como os habitats.
Em virtude dos fatos mencionados, é dever do Poder Legislativo não autorizar a maleabiliadade das leis, por meio de auditorias e reuniões periódicas, a fim de alertar a todos os governadores, e que possam orientar dentro de cada respectivo Estado, e desacelerar a bancada ruralista. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente deve aumentar a fiscalização em pontos estratégicos -divisas entre latifúndios e matas florestais- por intermédio da contratação de biólogos e técnicos em meio ambiente, a fim de evitar o desmatamento desenfreado e preservar as áreas.