Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 06/10/2020
Leis ambientais: economia x meio ambiente.
De fato, as questões ambientais estão fortemente representadas em nosso dia a dia e não faltam leis para defendê-las. Porém, mesmo sendo um tema muito recorrente e aparentemente de fácil resolução, os impactos ambientais no território Brasileiro são uma problemática histórica, política e social.
Primeiramente, o Brasil em questão histórica foi, durante um longo período, uma colônia de exploração. Característica que moldou a relação de posse antrópica sobre a terra como produto, permitindo a retirada de matéria, desmatamento e destruição da vegetação natural para exportação. Desse modo, hoje os impactos são visíveis, considerando que houve a destruição de 93% da mata atlântica, 14% da Amazônia e atualmente 21% do bioma pantaneiro, segundo reportagem na plataforma do G1.
Por outro lado, o agronegócio, como grande causa do desmatamento, assoreamento de rios e compactação de solos para pecuária, corresponde a 21,6% do PIB nacional, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Por isso, a flexibilização de leis ambientais não necessariamente permitem o manejo sustentável dos recursos naturais, mas priorizam questões financeiras, gerando essa oposição caótica neste país em crise.
Dessarte, para que se efetive a sustentabilidade econômica é necessário que, não se flexibilize as leis ambientais, mas que o governo, unindo os poderes legislativo, executivo e judiciário, renove as leis e sem que haja polarização de interesses. Além disso, as leis devem ser divulgadas pelas mídias sociais e em cartazes espalhados em áreas públicas, para que a população tome conhecimento e o país proteja sua vegetação nativa e alavanque economicamente.