Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 09/10/2020

O documentário Oceanos de Plástico discute sobre o grande acúmulo de plásticos nos oceanos, isto é, uma das consequências dos atos humanos contra a natureza. Ao refletir a respeito da flexibilização das leis ambientais, a problemática ocorre em virtude da pressão de agricultores e empresas visando lucro, com isso nota-se o agravamento dos impactos ambientais, como mostra o documentário. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil o lobismo é muito comum, visto que é um grupo organizado com o objetivo de interferir do poder público. Diante disso, percebe-se que a Bancada Ruralista e mineradores exercem grande pressão para a flexibilização das leis ambientalista, tendo em vista apenas lucro e produtividade. De maneira análoga, desde a Revolução Industrial, o qual mudou as relações humanas, se iniciou o consumo exagerado, corroborando para que as empresas busquem somente lucro em detrimento de valores humanos e da natureza.

Desse modo, a pressão desempenhada por esses grupos há inúmeros reflexos, tais como as mudanças climáticas e desrespeito com o meio ambiente. A vista disso, nota-se por exemplo o rompimento da barragem em Brumadinho, o qual afetou o rio importante na região, provocou mortes e outras consequências irreversíveis para a fauna. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para as futuras gerações, pois cada vez mais as recursos estão se esgotando, como por exemplo a água, por falta de intervenção humana com medidas necessárias. Logo, a deficiência de medidas para a recuperação do meio ambiente em acidentes como esse de Brumadinho e a indiferença da população em questões ambientais facilita a flexibilização.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que haja a implementação de uma bancada ambientalista, a qual defenda os interesses desse grupo e para um crescimento sustentável, de modo que seja determinado um equilíbrio no governo e visse as gerações futuras, com o objetivo de que o lobismo seja ínfimo e que a natureza seja priorizada. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate aos impactos ambientais no dia a dia, para que acidentes como de Brumadinho sejam evitados, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante e ainda pior do que o documentário Oceanos de Plástico mostra.