Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 08/10/2020

Como a ganância do homem o faz se destruir

Desde momentos históricos como a Revolução Industrial, ocorrida no século XIII, o ser humano busca pelo progresso no desenvolvimento de suas mercadorias, sendo estas, no Brasil, focadas principalmente no uso de máquinas e na modificação da natureza, muitas vezes envolvendo a destruição de florestas. O que o homem não esperava eram as graves consequências destas ações que hoje possuem um enorme impacto no mundo e, especialmente, no país tão admirado por sua fauna e flora. Todavia, ainda insatisfeito, este é levado pela ganância e esquece-se dos erros cometidos, querendo flexibilizar a legislação que nunca nem mesmo foi respeitada e, assim, exacerbando os efeitos da devastação da natureza.

Com isso, cabe mencionar as recentes queimadas na Amazônia e no Pantanal, na maior parte das vezes sendo frutos da ação humana voltada à agropecuária. Tal forma de desmatamento já era comum no Brasil com o intuito de criar novas pastagens ou com a intenção do próprio vandalismo, entretanto, ao sair do controle, ambas as regiões mencionadas tiveram um drástico aumento na porcentagem de destruição, desse modo, causando a perda de diversas espécies, algo que não pode ser recuperado. Portanto, mesmo com a existência da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, nota-se o quão falha é a sua aplicação, de modo que, se for flexibilizada, o ser humano verá mais oportunidades de exterminar a natureza “legalmente”.

Dessa forma, é possível observar um paralelo com a obra “Princesa Mononoke” de Hayao Miyazaki, a animação que narra uma guerra entre os humanos que querem destruir a floresta e os próprios animais que vivem nesta. Ilustrando os dois lados da história, o renomado diretor soube inserir a ambição do homem em relação aos seus bens e como suas ações para a natureza podem gerar inúmeras consequências. Assim como está acontecendo atualmente, o ser humano é cegado pelos seus desejos, ignorando as outras vidas ao seu redor, até que cause o próprio fim também. Logo, se isso torna-se uma triste realidade para o Brasil mesmo com uma Lei para proteger o meio ambiente, não haverá melhoras caso esta sofra alterações à favor das atividades econômicas do país.

Dessarte, é imprescindível que haja uma melhor aplicação da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente em vez de sua flexibilização. Para isso, cabe ao Poder Legislativo fazer isso por meio da criação de punições, como prisão, e multas mais severas referentes à proteção do meio ambiente dependendo da quantidade da área desmatada, com o intuito de impedir que o ser humano prossiga desmatando regiões que deveriam ser preservadas.