Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 08/10/2020

Progresso retrógrado

No início do ano de 2019 houve o rompimento da barragem de rejeitos de minério de Brumadinho, o que causou impactos profundos no cenário socioeconômico da região. Além das dezenas de mortes, a lama comprometeu o futuro do solo, da biodiversidade e a qualidade da água. O rompimento da barragem de Mariana em 2015, crime ambiental de mesmo seguimento, só reforça o fato de que mesmo com leis ambientais consideradas “rígidas”, o Brasil ainda apresenta um sério problema em relação à destruição do meio ambiente. Portanto, vale salientar que a flexibilização dessas leis acarreta em degradação ambiental e comprometimento das gerações futuras.

A Bancada Ruralista e as companhias mineradoras são os principais setores produtivos que levam a frente o discurso de que, a flexibilização de leis ambientais é um meio de acelerar o desenvolvimento socioeconômico do país, principalmente levando em consideração o cenário de crise econômica e de país em desenvolvimento. Entretanto, é necessário compreender que o futuro do planeta e da humanidade caminham juntos, todos os danos ambientais tem impacto na população. Alguns até causando danos irreversíveis para a vida na Terra, como o aquecimento global, acidificação dos oceanos e queimada de florestas. A destruição do meio ambiente é também, a longo prazo, a destruição da economia.

Também é importante lembrar que esse discurso é propagado pela elite, deixando de levar em consideração que a população mais pobre é a que mais sofre com os impactos ambientais, pois apresentam menos recursos para lidar contra as alterações climáticas, a degradação do solo e a falta de água potável. Outras populações, como a ribeirinha, que dependem do solo e da água para sua sobrevivência, praticando a pesca e a agricultura de subsistência, são diretamente afetadas pelo impactos ambientais e assistem sua única forma de sustento ser destruída.

Diante dessa realidade, é claro que medidas devem ser tomadas para evitar a flexibilização das leis ambientais brasileiras e o descaso com o meio ambiente. Os civis, que muitas vezes se apresentam negligentes e desinteressados sobre o assunto, devem acompanhar e reivindicar contra leis que não trazem benefícios ao país. Por meio de manifestações pacíficas, abaixo assinados, cartazes, campanhas, petições e criando sugestões de leis que podem ser consideradas pelo congresso. Tudo isso visando garantir a segurança da população e da biodiversidade presente na Terra, com o objetivo de manter um presente sustentável que não prejudique o futuro da humanidade.