Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 08/10/2020

Nos últimos anos a própria bancada ruralista, que aparentemente visa buscar a sustentabilidade, com o tripé desta; a viabilidade econômica; justiça social e a redução dos impactos ambientais, vem demonstrando maior interesse na vertente monetária na flexibilização das leis ambientais para a obtenção de maior lucro na principal base econômica do Brasil que é a agropecuária.

O Brasil já sediou duas grandes conferencias mundiais do meio ambiente a ECO 92 e a RIO +20, porem a hipocrisia em relação as tendências da flexibilização de leis como o novo código florestal que permite o desmatamento em zonas perto de nascentes e Pec. do veneno que são tendências em aumentar a utilização de agrotóxicos. Essa contradição causa um afastamento ainda maior por parte da população que já negligencia essa temática, falta de solidariedade com as gerações futuras como foi pauta do relatório Brundtland que ficou conhecido como “Nosso Futuro Comum”.

O artigo 125 da constituição brasileira faz menção a responsabilidade do Estado e do individuo pertencente a esse território em colaborar na sustentabilidade, assim como o filosofo alemão Hans Jonas diz a respeito do principio da responsabilidade, ou seja, todos devem buscar compreender o cenário atual e tentar melhorá-lo em seu dia a dia para evitar catástrofes ambientas como foi em Mariana e Brumadinho.

O Brasil está em sumo ligado a produção agropecuária e commodities como base de sua economia, isso faz que leis com objetivos que visem a obtenção de lucro e que favorecem a produção em larga escala sejam mais atrativas que as que regulamentam o uso de terras.

Devido a isso devem promover a população um maior entendimento e imersão nesse cenário agrícola, afim de se interessarem mais por esse assunto para que possam buscar leis que assegurem não so a vida como ser, mas da terra, dos cursos d’água , florestas.