Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 08/10/2020

O ser humano sempre esteve em contato direto com o meio ambiente, usando-o para suprir as suas próprias necessidades. No começo esse fato não fazia muita diferença para a natureza em si, porém, quanto mais tempo se passa, mais o meio ambiente sofre com o seu uso irresponsável. Agora, que vivemos em sociedade, temas sobre a importância da preservação da natureza estão vindo a tona, causando diversas discussões e criações de leis para diminuir o dano que nós mesmos fazemos. Porém, a própria destruição da natureza é uma atividade econômica extremamente importante e dá muito lucro, assim, os governantes muitas vezes optam pela flexibilização das leis de preservação das leis ambientais.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2019 e julho de 2020, houve um aumento de 34,5% nos alertas de desmatamento em relação ao mesmo período do ano anterior. Ou seja, os níveis de desmatamento no Brasil estão aumentando rapidamente mesmo com as leis e áreas de preservação ambiental, assim, a flexibilização dessas leis apenas traria mais problemas, já que, burlar elas seria mais fácil.

Conforme o filósofo francês Albert Schweitzer, “Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo”. Ou seja, os seres humanos tomaram a natureza para si, o que causou esse sentimento de superioridade e de que nossas ações não terão consequências e, se tiverem, não irão nos afetar diretamente. Porém isso não é verdade, pois, Além dos danos ambientais, flexibilizar as leis que preservam o meio ambiente traria problemas que nos afeta diretamente. Por exemplo, muitas florestas fornecem umidade para o ambiente e, quando ela é afetada, danos climáticos sérios como a perda do equilíbrio climático e a intensificação do efeito estufa, irão aparecer com o tempo. Esses danos climáticos causam problemas de saúde e até mesmo conflitos intensificados pela falta de recursos naturais.