Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 08/10/2020

O protagonista de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com os impactos causados pela flexibilização das leis ambientais torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficácia das escolas ou pelos danos antrópicos, o problema exige soluções urgentes.

A priori, vale destacar que, apesar de a Constituição Brasileira garantir o acesso à educação, não é o que se observa quando se dá atenção ao desconhecimento da população sobre as formas dos governantes de movimentar a economia ambiental. Isso porque o MEC não aborda o assunto na grade curricular das escolas. Como os indivíduos não são culturalizados sobre as leis que afetam o desenvolvimento sustentável e o ecossistema, não raro, deixam de ver o aquecimento global como verdade, assim, aumentam os impactos negativos para a grande parte da população que é vitima da maleabilidade das regras.

Outrossim, vale ressaltar a relação biológica de parasitismo dos indivíduos com o meio ambiente. Isso, pois, a flora cria, por meio da fotossíntese, o oxigênio, que é utilizado pelos humanos para sobreviverem. Contudo, a liberação de mais de 290 agrotóxicos, sendo mais de 40% deles de alta toxidade, deve ser revista por causa do acréscimo na probabilidade de causar enfermidades nas pessoas. Por fim, o legado das ações antrópicas que prejudicam o mundo animal, vegetal e o mundo do homem persistirão, caso não haja intervenção

Dessa forma, são necessárias medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao MEC- como órgão responsável por administrar a educação brasileira- realizar palestras, as quais promovam um diálogo sobre as normas do meio ambiente. Isso se daria, por meio de projetos que abordem as causas e consequência da flexibilização nesse âmbito, a fim de diminuir os impactos negativos do assunto.