Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 08/10/2020
“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, frase de Lavoisier. Sobre essa ótica, leis ambientais foram criadas para que haja proteção na transformação da natureza. A flexibilização das leis ambientais no brasileiras impactam de forma negativa essa transformação facilitando a intervenção humana na natureza, desencadeando problemas como o desmatamento e as queimadas.
A priori, no Brasil, segundo a Constituição Federal, é direito de todos os cidadãos o meio ambiente equilibrado e é dever do Estado garantir que esse direito seja garantido de forma eficaz, porém não é condizente com a realidade. Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento, o desmatamento na Amazônia cresceu cerca de 15% em 2019, e segundo a associação do Ministério da Justiça, o Imazon, só no mês de julho de 2019 a destruição das florestas somou 1287 km.
Outrossim, é de grande importância que as leis sejam justas e que protejam os direitos da população, visto que é dever do Estado afirmar tais diretos, e a flexibilidade das leis ambientais não é um serviço a favor do bem-estar populacional, e também não pode ser considerada como justa, pois povos indígenas ainda residem em matas que são focos de desmatamento, e queimadas.
Destarte, é de suma valia que o Governo Federal, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente devam, enrijecer multas que se relacionam com o desmatamento, visando a mitigação de tal ato e também visando a possibilidade de transformação da natureza, também é necessário que a atribuição de penas para aqueles que usam do método de queimadas, com o propósito de produção de pastos, com o intuito de diminuir a prática de tal método que tanto fere a fauna e a flora brasileira, desta forma, a flexibilidade das leis ambientais brasileiras possam passar a ser enrijecidas e a natureza possa seguir com seu processo natural de transformação.