Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 09/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, os impactos gerados pela flexibilização das leis ambientais torna o país mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficiência governamental nas fiscalizações, seja pela priorização interesses internacionais, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que o Brasil, há muito tempo, é um país agroexportador e por isso os interesses nacionais são priorizados, o que limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, na prática, viver com dignidade. No livro Cidadão de papel, Gilberto Dimesntein afirma que – apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país – o Brasil ainda é negligente quando o assunto é a criação de planos de estratégias para problemas nacionais por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Além disso, interessa lembrar que a falta de medidas preventivas e de fiscalização efetiva pelo poder estatal, fizeram com que a barragem de Brumadinho e de Mariana se rompessem. Todavia, de acordo com o filósofo Karl Marx em sua premissa sobre o sistema capitalista, o meio ambiente é destruído pelo próprio indivíduo, pois esse estabelece metas favoráveis as grandes empresas, como o acúmulo do capital. Em suma, essa consideração permite, então, que se traga à tona a discussão sobre o déficit de recursos humanos. Tais quais, não atenderam à demanda das famílias que sofreram as consequências das tragédias, por causa do favorecimento empresarial em detrimento dos direitos básicos retirados da população.
Portanto, em torno da discussão sobre a flexibilização das leis ambientais brasileiras, é necessário tomar medidas a fim de deslindar a problemática questão. Desse modo, é preciso que as gestões ambientais e o Governo Federal priorizem os interesses nacionais, como atendendo a demanda interna de recursos humanos essenciais a população. Para que, a flexibilização das leis possam se basear na melhoria das fiscalizações ambientais com o intuito, também, de oferecer suporte aos indivíduos. Dessa forma, o meio ambiente será protegido, assim, a população e as gerações futuras poderão usufruir dele de maneira adequada.