Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 10/10/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas são características da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Os impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras refletem essa realidade, uma vez que persiste influenciado pelos inúmeros prejuízos ambientais, como o desmatamento clandestino e a invasão de áreas indígenas, além do descaso governamental na fiscalização.
Conforme diz o Art.225 Constituição Federal, “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”, logo, percebe-se que o cuidado com o meio ambiente é importante para que possa se preservar a sociedade atual e a futura. Porém, percebe-se o total descaso do Estado em aplicar a lei, uma vez que lembra-se do rompimento da barragem de Mariana, a qual afetou Minas Gerais e o Espírito Santo.
Em síntese, a flexibilização das leis ambientais acarretaria na extinção de várias espécies, assim como um aumento direto nas taxas de desmatamento, à medida que reduzem áreas de conservação, afetando a teia alimentar do ecossistema como um todo, colocando em risco as diversas espécies da Amazônia. Ademais, uma disputa entre latifundiários e índios se originaria pela disputa de terras, visto que os territórios indígenas demarcados são ricos em recursos naturais.
Diante dos fatos mencionados, é mister que o Ministério do Meio Ambiente e a polícia ambiental devem fiscalizar a aplicação das leis ambientais que demarcam territórios indígenas e as que preservam as florestas de ataques clandestinos. Também é necessário que as escolas, em parceria com o Ministério da Educação, apresentem por meio de palestras a importância do meio ambiente para a vida da sociedade. Espera-se, com isso, que o Brasil possa se tornar um país onde o meio ambiente é preservado por toda a sua população.