Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 10/10/2020

Segundo Paul Watson, cofundador e diretor da fundação Greenpeace,  “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Oposta a essa constatação, no Brasil evidencia-se uma perigosa flexibilização das leis ambientais, provocando grandes impactos para a natureza, como o aumento do desmatamento e o aumento da retirada de recursos naturais. Nesse viés, fica evidente a necessidade de soluçoes para esse impasse, propondo assim uma maior qualidade de vida para a população e para o planeja.

A priori, é necessário salientar que um importante revés cujo flexibilizar as leis ambientais no Brasil causa é o aumento do desmatamento. No período de 1970 a 1985, a taxa de desmatamento anual na Mata Atlântica, segundo a ONG SOS, era de 107.296ha/ano, e a partir da criação das leis bem como as deixando mais rígida, em 2000 a taxa anual já era de 15.152ha/ano, isto demonstra que flexibilizar não representa ser o melhor caminho para garantir o futuro da vida no planeta. Além disso, a bancada ruralista, valendo-se do seu poder no congresso, tenta diminuir por alterações nas leis as reservas no Brasil, podendo desta forma aumentar a exploração de áreas para enriquecimento próprio. Infelizmente, com essas flexibilização alteraríamos os biomas, ciclos hidrológicos, contribuindo para a irregularidade pluviométrica, aumento temperatura global e não preservação para vida futuras.

Em segundo plano, outra consequência gerada pela flexibilização das leis ambientais no Brasil é o aumento da retirada de recursos naturais. O extrativismo vegetal e animal, a mineração, os garimpos e o uso do petróleo, são todos medidas que levam a retirada dos recursos para garantir matéria prima para o comércio e indústria, levando o Brasil a precisar de 2,9 planetas Terras para conseguir sustentar essa demanda, segundo a ONG WWF. Além do mais, como afirma Sócrates “erros são consequência da ignorância humana”, e percebemos a estupidez humana na tentativa de flexibilização das leis ambientais, já que mesmo com a fiscalização esses números são alarmante. Dessa forma, a exploração desenfreada leva a inferir que a sobrevivência da humanidade está ameaçada.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de cumprir com as leis já existentes e as tornarem mais inflexíveis. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente em consonância com o Poder Judiciário, fiscalizar e punir, não só de forma coercitiva, mas também educativa, os indivíduos que não respeitam as leis ambientais e que minimizam o território verde brasileiro, por meio de trabalhos voluntários, reflorestando áreas que já foram desmatadas e cuidando de novos solos, para que não só as pessoas aprendam com seus erros, mas para que o planeta também seja beneficiado e os danos minimizados.