Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 19/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a flexibilização das Leis ambientais brasileiras torna o país ainda distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela descaso dos órgãos públicos e pela ineficiência governamental o problema permanece afetando a sociedade e exige uma reflexão.

Inicialmente, é válido pontuar que a flexibilização dos códigos ambientais deve-se, principalmente, à omissão dos setores governamentais, no que se concerne a gestão eficiente do Ministério do Meio Ambiente. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país, uma vez que, com o aumento do desmatamento ambiental aumenta-se o número de indivíduos com problemas respiratórios. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, uma análise das ações dos órgãos públicos é necessária. Nesse sentido observa-se uma falha na fiscalização e não preocupação com a natureza. Um exemplo é o Novo Código Florestal que possibilita o desmatamento de áreas localizadas próximos as nascentes, ou seja, a retirada da cobertura vegetal nativa, ocasionando-se o não desenvolvimento sustentável. Por isso, essa situação tem que ser revertida com urgência.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania, além de discutir por meio de documentários e reportagens os quais retratem de maneira fidedigna a importância das regulamentações relacionadas ao meio ambiente. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.