Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 19/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista do livro de Lima Barreto, “O triste fim de Policarpo Quaresma” tem como característica mais marcante o nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, os impactos negativos da flexibilização das leis ambientais brasileiras são um entrave que torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Dessa forma, seja pela incentivo ao desmatamento ou pela retirada de recursos naturais, é um problema q afeta o mundo e merece uma reflexão urgente.
A priori, é valido destacar que um importante revés cujo flexibilizar as leis ambientais no Brasil causa é o aumento do desmatamento. No período de 1970 a 1985 a taxa de desmatamento anual na Mata Atlântica segundo a Ong SOS Mata Atlântica era de 107.296ha/ano, e a partir da criação das leis bem como deixando mais rígida em 2000 a taxa anual já era de 15.152ha/ano, isto demonstra que flexibilizar não representa ser o melhor caminho para garantir o futuro da vida no planeta. Além disso, a bancada ruralista valendo-se do seu poder no congresso tenta diminuir por alterações nas leis as reservas no Brasil, podendo desta forma aumentar a exploração de áreas para enriquecimento próprio. Infelizmente, com essas flexibilização alteraríamos os biomas, ciclos hidrológicos, contribuindo para a irregularidade pluviométrica, aumento temperatura global e não preservação para vida futuras.
Além disso, segundo levantamento divulgado, em 2014, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mais de mil espécies da fauna e dois mil da flora estavam em risco de extinção no país. Desse modo, observa-se o risco trazido pelo desmatamento e pela exploração dos recursos nacionais, que é propiciado pela falta de preocupação de empresas e do próprio Governo na recomposição natural dos elementos retirados do meio. Logo, a falta de medidas protetivas de espécies de animais e plantas acaba pondo em risco a manutenção desses seres na vida natural do país.
Destarte, medidas públicas são necessárias para evitar a destruição do meio ambiente brasileiro. Portanto, cabe ao Ministério do Meio do Meio Ambiente a adoção de medidas que busquem a preservação do ambiente natural brasileiro, por meio de politicas que imponham o reflorestamento de áreas de exploração, para que assim haja sempre a reposição dos recursos naturais. Ademais, compete ao Ibama a implementação de medidas que protejam os seres presentes em habitats explorados pelo homem, por intermédio de multas a empresas que desrespeitam as imposições pré-definidas, no intuito de resguardar essas espécies nativas. A partir dessas medidas, será possível tornar o país cada vez mais perto do imaginado pelo personagem.