Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 16/12/2020
O conceito de entropia da Física mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne aos impactos da flexibilização das leis ambientais no Brasil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude dos interesses dos interesses do capitalismo e da negligência do estado acerca do tema. Em primeira análise, de acordo com o filósofo Claude Levi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Desse modo, é preciso entender que o excesso de exploração de recursos naturais ganhou força a partir da primeira Revolução Industrial, no século XVIII. Desde então, com o surgimento das grandes empresas, a busca por petróleo e a produção do carvão vegetal virou prioridade para o capital, ao contrário da preservação com o meio ambiente, uma vez que a única coisa que importa para as grandes empresas é o lucro. Consequentemente, muitas áreas que eram abundantes em biodiversidades foram afetadas, espécies animais e vegetais entraram em extinção e algumas já foram extintas. Essa prática de exploração desenfreada ainda está presente na contemporaneidade, principalmente no Brasil. Dessarte, recentemente, em 2019, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, flexibilizou a exploração de recursos naturais no Brasil, lar da Floresta Amazônica, considerada o maior local de biodiversidade do mundo. Em decorrência disso, várias empresas começaram a aproveitar de forma abusiva a maleabilidade das leis. Ademais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano em que as leis foram flexibilizadas o número de queimadas no Pantanal aumentou mais de 30% em relação ao ano de 2018. Ou seja, as grandes empresas madeireiras, como a indústria de alimentos proveniente do gado, enxergaram como uma oportunidade para o crescimento e expansão dos seus respectivos negócios. No entanto, o Estado não tomou as devidas providências para frear o avanço dos interesses do capital acerca da questão e, consequentemente, boa parte da flora e da fauna brasileira foi perdida, além disso, o clima brasileiro foi diretamente afetado. Diante dos fatos mencionados, torna-se imperativo que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Governo Federal, ajam sobre óbice. Desse modo, a forma mais eficiente de lidar com a problemática é a criação de leis mais rígidas em relação à exploração de recursos naturais no Brasil. Além disso, garantir que as regras sejam devidamente cumpridas. Outra medida é investir e amparar as ONG ’s que defendem a Floresta Amazônica, além das empresas que trabalham com materiais biodegradáveis e que fazem da reciclagem o principal insumo dos seus produtos. Só assim será possível garantir a preservação da biodiversidade do Brasil.