Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 19/11/2020

Em sua animação “The Turning Point”, Steve Cutts, animador e ilustrador inglês, retrata a idéia de um mundo em que animais exploram a natureza ao ponto de extinguir o ser humano. De maneira inversa, algo semelhante acontece no planeta. Com atuais aumentos na exploração à biodiversidade, flexibilização de leis ambientais impactam diretamente na na oferta de serviços ambientais, e, consequentemente, na vida humana.

Convém destacar, a princípio, como é crucial a existência simultânea de diversos seres vivos diferentes. Segundo a Biologia, ecossistemas onde a diversidade de espécies é baixa tendem a sofrer mais de distúrbios ecológicos, ocasionando à interrupção - temporária ou permanente - da oferta de serviços ambientais indispensáveis para a sobrevivência da outros seres, como o homem. Proteção contra desastres naturais, polinização e fertilização do solo são apenas alguns exemplos.

Ainda vale ressaltar consequências indiretas à flexibilização de leis ambientais, como a invasão de terras indígenas para a extração de madeira. Segundo Sonia Bone, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), essa prática traz muitos conflitos e assassinatos, com mortes impunes e sem investigações. Além disso, essa é uma grande evidência do Estado necropolítico atual.

É necessário, portanto, promover ações as quais alterem a realidade. Logo, cabe ao Poder Executivo, em principal o Ministério do Meio Ambiente, a tarefa de revisar sua posição em relação às atuais medidas tomadas, com o propósito de evitar a extinção de espécies. Ademais, é essencial que toda a população brasileira, através do voto, eleja líderes que sigam a declaração dos direitos humanos, evitando assim a morte como projeto político. Com essas medidas, espera-se uma sociedade mais grata ao meio ambiente e que se importe com as futuras gerações.