Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 12/01/2021
Na série “Expresso do Amanhã”, é retratada uma distopia causada pelo aquecimento global, há diversas alterações climáticas na Terra e são poucos os sobreviventes restantes. Fora da trama, é irrefutável que a permanência da flexibilização das leis ambientais no Brasil fomenta, a longo prazo, em uma situação de mesma intensidade ou pior, retratada pela ficção. Dessa maneira, é necessário a discussão entre o limiar da econômia nacional e a preservação do meio ambiente.
Inicialmente, deve ser analisada a importância da produção agrícola para a nação. De acordo com o G1, o agronegócio rende ao PIB brasileiro cerca de 30% de seu total, além do Brasil ser o 2° maior produtor de trigo no mercado internacional. Sendo assim, pelo fato do país ainda estar em desenvolvimento, as atividades do setor primário são sua principal fonte de rendimento e que gera uma quantidade significativa de emprego no país.
Entretanto, a consequência da má regulamentação da extensão de terras para produção são os problemas causados ao meio ambiente, muitas vezes permanentes. A título de exemplo, se destaca a queimada exacerbada no pantanal, na qual animais - muitos em risco de extinção - foram brutalmente mortos pelo fogo descontrolado. De fato, o problema poderia ter sido evitado com uma política ambiental rigorosa que protegesse a natureza, porém o que se viu foi uma péssima administração da situação.
Urge, portanto, que ações sejam tomadas vigente à problemática discutida. Com o objetivo de diminuir o número de impactos à natureza e ainda sim manter o rendimento econômico proveniente do agronegócio, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Poder Legislativo, deve realizar uma reforma no Código Florestal, por meio de um planejamento rigoroso, que cubra todas as lacunas legislativas e o torne justo tanto à natureza que é um bem inestimável, como também aos produtores do setor terciário, que contribuem de maneira inigualável ao país. Assim, o Brasil dificultará a chegada de uma distopia, ilustrada pela ficção, e não irá “assassinar” espécies em risco de extinção