Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 12/07/2021

O desenvolvimento sustentável é um conceito que prega a utilização dos recursos naturais sem degredar o meio ambiente, é utilizar o que a natureza fornece de forma consciente a fim de garantir os mesmos recursos para as gerações futuras. Todavia, o Brasil parece desconhecer este conceito, pois desastres ambientais têm-se tornado constante no país. Paralelo a este contexto perverso o Estado flexibiliza a todo momento as leis ambientais. Como consequência, há uma reverberação do caos ambiental e de uma política econômica nefasta.

Sob esse viés, é importante ressaltar os transtornos ecológicos causados pela alta flexibilização das leis. Nessa esteira, de acordo com o Diário Oficial da União, em 2019, foram liberados mais de um agrotóxico por dia em média. Tal cenário alarmante gera inúmeras consequências, pois os agroquímicos ricos em nitrogênio, potássio e fósforo, quando chegam a recursos hídricos promovem a eutrofização do meio, destruindo a vida que antes residia naquele meio aquático. Dessa forma, há uma destruição da biodiversidade e um desequilíbrio ecológico.]

Ademais, o panorama preocupante supracitado é atrelado a medidas econômicas. No momento em que o homem descobre que os recursos naturais são esgotáveis cria-se dois dilemas, gastar todos os recursos naturais ou manter a natureza intocável. Porém, hoje, o mundo sabe que pode-se viver de forma a consumir os bens naturais e protege-los. Entretanto, o Brasil propaga a ideia de consumir todas as riquezas naturais, parecer o qual já foi refutado. Como consequência, desastres como os que aconteceram, em Minas Gerais, com o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho são cada vez mais constantes. É nítido portanto, que o Estado deve abrir os olhos para este contexto perverso.

Desse modo, fica evidente que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Economia  deve promover uma economia sustentável. Esta ação deve ser feita através do reajuste na liberação de agrotóxicos, limitando a quantidade que poderá ser liberada por ano, ademais, deve-se incentivar os fazendeiros a diminuírem os danos ambientais, com subsídios aos que têm produções orgânicas. Dessa forma, com uma economia amiga da natureza preservar-se-ia esta.