Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 03/09/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema, “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os desafios enfrentados pelos homens em sua trajetória. Fora do poema, a questão dos impactos da flexibilização das leis ambientais vem se tornando uma grande pedra na vida dos cidadãos. Mediante a isso, questões como a falta de apoio governamental e ausência de fiscalização são fatores que participam do problema.
Primeiramente, é importante ressaltar que a não participação ativa dos tomadores de decisões tende a participar do impasse. No filme “Lorax”, é apresentado um governo que não participa das questões ambientais, não tomam medidas sustentáveis e não se importa com o meio ambiente e, por isso as árvores e os animais são extintos da sociedade fazendo com que a população viva com árvores de plástico em um mundo totalmente irreal. Fora da ficção, a não participação governamental e a flexibilização das leis tende a gerar uma destruição acelerada da fauna e da flora brasileira o que, conseqüentemente, ocasiona um desequilíbrio nas teias e nas cadeias alimentares e a destruição da vida humana.
Ademais, a falta de fiscalização também participa da questão. Segundo o pensamento do Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Nesta perspectiva, sabemos que para viver bem torna-se fundamental um equilíbrio ambiental e para que isso seja possível as leis e as fiscalizações são imprescindíveis, uma vez que, com sua ausência, portas tendem a serem abertas a agravarem ainda mais os problemas ambientais já vivenciados na era contemporânea, como o desmatamento desenfreado.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente desenvolver grupos em cada Estado de fiscalização para realizar a fiscalização da área ambiental e principalmente as estações de preservação, com cerca de 5 pessoas capacitadas em gestão ambiental para fiscalizar 1 Município em cada semana, por meio de um projeto de lei que deverá ser entregue à Câmara dos Deputados, para, assim, minimizar os impactos da flexibilização das leis ambientais no Brasil.