Impactos da instabilidade política no Brasil
Enviada em 19/06/2020
Sabe-se que a instabilidade política no Brasil é conhecida há muito tempo, desde o congelamento de poupanças por Fernando Collor, a denúncia de corrupção do governo Lula e o impeachment de Dilma Rousseff, contudo, observa-se um agravamento dessa má conduta que gerará, caso não seja revertida, o afastamento de investidores, que são fundamentais para o desenvolvimento brasileiro.
Visto que o apoio financeiro oriundo de capitais é de ajuda para promoção do desenvolvimento de vários setores brasileiros, é inquestionável que a demonstração de instabilidade e incerteza acerca da gestão do país acarreta no afastamento de investidores e empresas, considerando que procuram países seguros e bem estruturados para empregar seus recursos. Com esse afastamento o país enfrenta diversos problemas socioeconômicos, desde desemprego até adiamento de pesquisas em universidades e laboratórios.
Contudo, o Brasil continua sendo um dos países mais receptivos para investimentos, de acordo com uma pesquisa relatada pelo jornal “O Estadão”, o Brasil encontra-se como o 22º no ranking de países que estão como alvos de futuros empreendimentos, mesmo em situação de pandemia, isso demonstra que mesmo com essa instabilidade ainda existe uma grande atração no território, mas, ao mesmo tempo, uma pesquisa do mesmo jornal, feita em Junho de 2020 demostrou que 50% dos investimentos anuais foram retirados do país, de acordo com a rede jornalística, a motivação foi a insegurança frente à crise política que está sendo vivenciada, como, a exemplificar, a constante troca de Ministros desde 2019. Dessa maneira, não se pode continuar trilhando essas decisões incertas, pois, irão repulsar mais chances da entrada e permanência de capitais.
Conclui-se que deve haver uma reforma política no Brasil, para evitar que haja num futuro uma diminuição, ainda maior, de empresários alterando suas rotas de fornecimento, para tal ato, cabe aos poderes legislativo e judiciário a promoção desse meio através de reformulações e supervisão dos atuais políticos, para que esses não somente sigam as regras previstas pela Constituição, mas para que consigam gestar o país de maneira sensata e estável, impedindo a partir disso, a fuga de investimentos nacionais e estrangeiros.