Impactos da instabilidade política no Brasil
Enviada em 17/06/2020
Através da filosofia de Robert H. Shiler, economista agraciado com o premio Nobel de 2013, “Os problemas não são sinais para parar, eles são diretrizes”, é possível concluir que a necessidade de contorno a crises e instabilidades é âmbito vital ao progresso. Desta forma, aplicando seu pensamento ao parâmetro político brasileiro, observa-se que desde suas raízes coloniais, no século XVI, até os seus dias contemporâneos a temática da melhoria mediante a recessão está presente, traçando a linha evolutiva que direcionou seus quinhentos e vinte anos de história por meio das mais diversas situações problemáticas, propiciando diferentes métodos de superação, perpetuados em leis e projetos federais que auxiliam os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na busca pela prosperidade da nação.
Embora a ascensão seja o propósito do dogma “ordem e progresso”, os artifícios que a fazem viável não são os mais triviais, já que provém de adversidades, agravadas pela diminuição do sentimento de patriotismo, estabilidade e pelo decréscimo da popularidade governamental. Evidência de tal fato traduz-se no atual relacionamento do Presidente da República e da população brasileira em contraposição a pandemia do vírus COVID-19, em que obteve-se redução de quatro pontos percentuais em sua taxa de aprovação, segundo a pesquisa XP/Ipespe. Há uma retração no PIB, acompanhado do aumento da criminalidade e da escassez de produtos, além da imposição de barreiras e embargos comerciais resultantes da imagem do país no que se refere ao mercado internacional, o que corrobora a graves crises econômicas, além de retratar um momento de frustração aos cidadãos.
Entretanto, outros presidentes também sofreram com esses problemas durante todo o curso político da República Federativa do Brasil, os quais desenvolveram adaptações para que a nação sobrevivesse às diversas instabilidades pelas quais já passou. O tratado militar “A arte da guerra”, de Sun Tzu, trabalha com essa temática, em que enfatiza que “A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço”, representando um dos princípios que confrontam a crise através do âmbito legislativo, podendo citar o New Deal, nos Estados Unidos da América, perante a Grande Depressão de 1929, e ao investimento em infraestrutura feito por Getúlio Vargas no Brasil durante o mesmo período, possibilitando suas respectivas restaurações econômicas e políticas.
Diante disto, torna-se responsabilidade dos Três Poderes vigentes, que detém o controle das rédeas governamentais, a aplicação efetiva do histórico evolutivo brasileiro registrado nas leis presentes na Constituição de 1988. Para que, desta forma, mesmo que em meio à instabilidade, a população saiba que tem o apoio e o respeito de seus democratas, e que esta anseie pela luta e ascensão de sua pátria diante a este problema.