Impactos da instabilidade política no Brasil
Enviada em 18/06/2020
O Brasil está sendo palco de uma crise política, a qual é percebida pelos atritos entre os poderes, principalmente entre o Executivo e o Judiciário, como também, impasses entre o Presidente, os -na época- ministros da saúde, e os governadores quanto a forma de líder com a pandemia do Corona Vírus. Por conseguinte, todo essa instabilidade política traz sérios danos as relações internacionais do país, principalmente as relações econômicas, e também enfraquece o combate contra a crise sanitária, prejudicando, assim, os cidadãos.
A priori, convém destacar que a inconstância estatal está causando uma retração da economia. Isso porque a visão de um governo desestabilizado demostra uma fraqueza política e uma tendência e um mau gerenciamento dos investimentos públicos e estrangeiros. Além disso, o atual presidente é mal visto frente a comunidade internacional, devido atos anti-cientistas e investigações. Nesse contexto, os investidores ficam receosos de investir no país, pela falta de confiança no mesmo. Segundo o Iluminista Montesquieu, a divisão dos três poderes é uma forma de equilibrar a administração e evitar abusos de poder, tentando ao máximo zelar pelos interesses coletivos. Sendo assim, quando a administração foge desses ideal, haverá valorização dos interesses individuas e a desvalorização da imagem nacional frente outros país, como é visto no Brasil. Logo, se faz necessário uma intervenção no Executivo, para que retome suas obrigações, e colabore para a melhora da economia.
Ademais, urge ressaltar que os impasses entre os governantes –federativo, estaduais e municipais- dificultam o combate a crise sanitária. Uma vez que o Presidente, por meio de suas redes sociais e discursos públicos tenta invalidar a pandemia, incentivando atos contra as normas sanitárias, além de tentar invalidar a atuação dos governadores e prefeito, os quais tentam com dificuldades conter os avanços da doença e seguir as normas da OMS. Conforme a teoria contratualista de Thomas Hobbs, é dever do Estado assegurar o bem-estar dos cidadãos, neste caso, a saúde. Para isso, então, é preciso a união das entidades públicas, se voltando para o bem coletivo. Desse modo, será mais fácil e rápido combater a doença, assim, além de cuidar da saúde da população, evita, também, que mais pessoas percam seus empreendimentos e trabalhos.
Portanto, fica evidente a necessidade de se restaurar a estabilidade da administração do País. E para isso, é dever do Judiciário e do Legislativo, respectivamente, fiscalizar e julgar as ações do Executivo, principalmente do Presidente e seus ministros, por meio de inquéritos e investigações sobre as motivações de suas ações, de forma transparente com a população. Além disso, cabe aos Ministérios Economia e Saúde,promoverem meios e projetos públicos para enfrentar suas crises atuais.