Impactos da instabilidade política no Brasil

Enviada em 19/06/2020

O Brasil já passou por muitos momentos difíceis em sua história. Atualmente ele se encontra em uma dessas situações, a instabilidade política traz consequências perversas, que afetarão mais do que uma geração. Um governo, incapaz de se organizar e de lidar com crises não serve, de fato, para o país. No ano de 2020 o mundo viu-se acometido de uma pandemia mundial (COVID-19) que agravou a crise de saúde pública no Brasil. Hospitais, que já não tinham infraestrutura e investimento suficientes, atenderam mais de 900 mil de infectados, isso segundo levantamento das Secretarias Estaduais de Saúde.

Para piorar o quadro, houve três trocas, em menos de 4 meses, de ministros da saúde, sendo o atual Interino. Além disso, o Brasil deveria estar em “lockdown”, seguindo o exemplo de outros países. Hoje, o isolamento social alcança apenas 32,2% da população, índice que tende à diminuir, em face dos pronunciamentos do atual presidente, Jair Bolsonaro, que estimula à saída da quarentena, tendo inclusive dito: “No que depender de mim, vamos começar a flexibilizar”, conduta que é de fato irresponsável, pois quando o país mais precisa de liderança e um bom influenciamento, ele se torna um castelo de cartas prestes à desabar.

A pandemia também trouxe outros problemas, como exemplo da educação, que se socorreu do ensino à distância, por meio remoto. Todavia, tal “solução” não se mostrou igualitária, já que muitos alunos das escolas públicas sequer têm acesso à internet.

A instabilidade decorrente da pandemia, agravada pela política, podem conduzir o país à maior crise econômica desde 2008, influenciando diretamente o seu PIB, que já estava em 1,1% em 2019. Os impactos são extremamente preocupantes. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.”.

Desse modo, é necessário que o poder público reavalie a sua conduta, principalmente do presidente, para encontrar o que precisa ser mudado e fazer com o necessário para que isso aconteça. Em seguida, o governo precisa, além de investir no sistema único de saúde e determinar o “lockdown”, ajudando a conter a pandemia, buscar mecanismos para socorrer financeiramente famílias necessitadas e, voltando à questão da educação, cancelar o ano letivo, equilibrando a balança da igualdade e auxiliando na efetivação do isolamento social, propostas que, de algum modo, melhorarão a condição brasileira.