Impactos da instabilidade política no Brasil

Enviada em 25/06/2020

No século XVIII, o filósofo Charles Montesquieu desenvolveu o sistema dos três poderes objetivando um modelo efetivo de organização do estado. Entretanto, aplicada ao Brasil, a ideia do filósofo iluminista vem se mostrando inefetiva na missão de conter a instabilidade política desde o início da Velha República. Esse desequilíbrio é diretamente responsável pelo baixo desenvolvimento socioeconômico do país e pela consequente concentração do poder na mão de poucas pessoas.

A estagnação social brasileira é um reflexo das divergências que se sobressaem a objetivos unânimes por parte das autoridades políticas. Isso porquê, investimentos nas áreas científicas ou educacionais, que proporcionam ascensão as classes humildes da sociedade, historicamente não são prioridades dos governos brasileiros. Países com maior estabilidade e seriedade política, como Japão ou Noruega, lideram rankings mundiais de qualidade de vida e desenvolvimento humano e tecnológico. Portanto, é evidente que a situação econômica e social de uma nação, sincroniza-se com a harmonia ou não de seus poderes políticos.

Ademais, é importante frisar que mesmo se enquadrando como uma das dez maiores potências econômicas do mundo, o Brasil é um país de riquezas hiper concentradas. O fato do majoritário poder capital estar nas mãos de uma minoria elitista, se agrava com a falta de concordância por parte do poder público, quanto a justa distribuição de riquezas entre a população.

Em suma, essas problemáticas requerem uma breve solução: A priorização da massa populacional acima de interesses ideológicos e políticos de seus representantes. Todavia, a deturpação da tripartite hierárquica do poder, requer que medidas de estabilização política venham através da massa proletária da sociedade brasileira, afim de proporcionar equidade e um futuro ideal para as próximas gerações.