Impactos da instabilidade política no Brasil

Enviada em 22/07/2020

No Brasil, desde a Proclamação da República, interesses políticos estão a favor das elites. Na República Oligárquica, a elite agrária governava por meio do coronelismo, no qual o voto de cabresto e a compra de votos estiveram muito presentes. Tais métodos eram utilizados para a manutenção dos ricos no poder. Atualmente, esse cenário persiste e políticas sociais ainda são fortemente combatidas por uma minoria possessora da riqueza.

Recentemente, a decisão do futuro do país esteve nas mãos de poucos políticos. O impeachment da presidente Dilma foi votado por alguns partidos, como o PMDB e PSDB, esse que propiciaram o maior número de votos a favor da saída da presidente. Políticos, donos de grandes empresas em sua maioria, decidiram pelo povo. Mais uma vez, a minoria venceu em detrimento da maioria, no qual a votação popular não foi solicitada. Sendo assim, as políticas sociais não estiveram em destaque na votação final.

Nesse sentido, o impeachment também foi impulsionado por uma camada popular de maior poder aquisitivo. Protestos na Avenida Paulista foram realizados por manifestantes com renda superior a dez salários mínimos, segundo o Datafolha. Isso ocorreu devido ao surgimento de novos direitos sociais, como empregadas domésticas que obtiveram maiores direitos trabalhistas ou indivíduos pobres que puderam viajar de avião. Alguns indivíduos da elite se incomodaram em poder partilhar esses mesmos direitos, pois historicamente existe uma sociedade senhoril e escravocrata enraizada.

Portanto, o Brasil tem um histórico senhoril e de oligarquias, nas quais permanecem até hoje. Nessa perspectiva, o povo, de forma geral, deve fiscalizar e reivindicar seus direitos aos políticos, cobrar do Congresso Nacional direitos sociais e maior participação política. Caso for preciso, ir às ruas para protestar seus direitos e atuar ativamente na política.