Impactos da instabilidade política no Brasil

Enviada em 23/07/2020

Durante os primeiros anos da volta da democracia em 88, Cazuza e Renato Russo lançaram grandes obras que refletiam a condição político-social daquele momento. “Que país é esse?” e “Brasil” são músicas atemporais que revelam a falta de mudanças desde o início da Nova República: um Brasil preso a uma crise política, imersa na corrupção e charlatanismo. A partir disso, a história da democracia brasileira vive num limbo governamental e indica uma administração instável que aflora questões de representatividade, provocando um desiquilíbrio da ordem pública e contribuindo com uma incredibilidade internacional.

Primeiro, é evidente que o modelo de divisão de poderes proposto por Montesquieu e seguido pelo Brasil surge da necessidade de um equilíbrio na administração da Nação e, por comparações internacionais, é eficiente - esse modelo representa a harmonia de um Governo. Entretanto, a situação já sabida sobre a crescente crise da representatividade e interesse político (“um terço de votos neutros nas eleições de 2018” e “67% da população jovem sem interesse político” de acordo com G1), somada com a opinião de Bolsonaro para com a P.M. e o STF indica um desequilíbrio nos poderes. Esse desentendimento pela cordialidade culmina em rixas entre as grandes organizações, tendo, pois, uma maior burocracia e tempo de negociação com as decisões essenciais dos diversos setores públicos.

Ciente destas condições estruturais na política brasileira, o problema dessa instabilidade entre os Poderes fere a credibilidade internacional que o país possui na O.N.U durante Assembleias Gerais, por exemplo. Essas situações já ocorreram com países como a Alemanha pós 1945 e o Irã com as armas nucleares. O cenário de instabilidade prejudica o poder de voto e voz durante os acordos, além de que  o Brasil não tem uma visão positivas de investidores ou Bancos Internacionais, como o FMI. Por fim, toda essa questão de olhares internacionais culmina em crises econômicas que atingem afluentes públicos, como a área da saúde e educação.

De maneira geral, a instabilidade política desde os tempos de Cazuza e Renato Russo ainda é um problema a ser vencido pela Nação brasileira. Para tanto, a fim de comprimir esse desequilíbrio que afeta os setores públicos, como a saúde; educação; economia e diplomacia, cabe ao Poder Legislativo sancionar uma lei fixa que garante, por intermédio da comprovação de Juízes federais do STF, imediato amparo aos estados, burlando o sistema que obedecera a burocracia e confronto de ideias entre os Poderes. Esta medida entra em voga ao notar índices de crises internas que necessitam de reflexos dinâmicos, favorecendo uma maior movimentação sob a demanda do estado e visando uma superação da instabilidade em prol de uma necessidade momentânea.