Impactos da instabilidade política no Brasil

Enviada em 01/09/2020

Desde a Primeira República, no Brasil, em 1889, a instabilidade política trazia reflexos em todo o setor populacional. De maneira análoga, o cenário atual não é diferente, tendo em vista que tal crise na administração do país gera uma descrença dos cidadãos nos governantes, bem como um desequilíbrio econômico e social. Logo, é necessário mudanças emergentes que visam a estabilidade política e o desvínculo de um passado que se faz presente.

Em primeira instância, é fundamental ressaltar o descrédito que muitas pessoas dão à política brasileira. Consoante a Teoria do Habitus, elaborada por Pierre de Bourdieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizado e, posteriormente, reproduzidos. Nesse viés, percebe-se que no cenário governamental esse pressuposto tem se repetido desde a República Velha, em que a busca pelo status e poder, era maior que as necessidades do povo. Por conseguinte, tais práticas se repetem, e o desvio de verbas, promessas não cumpridas e a compra de votos causam uma descrença na mudança da conjuntura organizacional, com a impressão de que qualquer político é corrupto. Contudo, existe possibilidade de mudanças.

Ademais, outro fator que convém relacionar, é a crise financeira em soma à social. De acordo com Rousseau, o Estado deve garantir bem estar individual e coletivo. No entanto, quando a administração tem problemas, todos os outros setores sofrem os danos. Prova disso é o baixo investimento de capital em áreas a margem da sociedade, com falta de saneamento básico, educação de qualidade, saúde e dignidade humana princípios básicos garantidos pela Constituição Brasileira de 1988, mas não alcançando a todos.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver os impasses políticos no Brasil. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação inserir disciplinas curriculares voltadas às ciências políticas, direitos e deveres constitucionais e princípios educativos que se preocupam em uma sociedade melhor para todos, assim, a geração futura será incentivada em mudar a esfera administrativa no país. Por fim, o Poder Judiciário deve agir de forma rígida, punindo os políticos corruptos, não só de forma coercitiva, mas também educativa, por meio de atividades voluntárias em áreas carentes, a fim de ensiná-los e reprimi-los por tal ação ilegal. Dessa forma, não haverá reflexos da Primeira República no contexto atual.