Impactos da instabilidade política no Brasil
Enviada em 15/10/2020
De acordo com Aristóteles, “o homem é um animal político”, sendo assim todo cidadão participa de uma situação política ou está inserido em uma. Infelizmente, no Brasil, esta ciência e suas vertentes já são estipuladas com uma conotação deteriorada. Isso ocorre pela constante instabilidade política e uma polarização populacional.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a perda ou total desinteresse das pessoas para com o sistema em que estão inseridos. Isso ocorre pela banalização da intensa corrupção brasileira e a falta de impunidade eficaz dessa. Com isso, os cidadãos não acreditam que são capazes de mudar tal cenário, levando a desistirem de exercer ativamente sua cidadania. O conceito de Muniz Sodré sobre ato (não periódico) e estado (consistente e contínuo) demonstra o ciclo vicioso o qual brasileiros vivenciam. Atos de corrupção geram estados, logo pessoas insertas neste tendem a normalizar e também cometê-los.
Além disso, é importante destacar a crescente polarização da sociedade contemporânea. Essa ocasionada por uma visão dicotômica maniqueísta leva à uma vivência da tanatopolítica - situação de extrema intolerância e ódio; visto isso, é possível relacionar às eleições presidenciais de 2018, a qual gerou violentas discussões entre “direita” e “esquerda”, ambas extremamente firmes apontando cada erro da oposição e fugindo quando o debate era sobre seus próprios erros de conduta.
Portanto, tornam-se necessárias medidas para amenizar as consequências da crise política brasileira. Sendo assim, o Ministério da Educação deve, por meio de mudanças na grade nacional curricular, inserir ciências políticas como matéria obrigatória, para que assim, desde cedo, os jovens possam identificar tiranias e fugir da alienação. Além disso, dinâmicas políticas, como realizar votações para o representante da turma, devem ser feitas. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, em associação com a Polícia Federal, deve aumentar a penalidade de práticas imorais, tal como sua fiscalização. Talvez assim, o homem poderá ser um animal político digno.