Impactos da instabilidade política no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Após longos dezesseis anos de protecionismo econômico no Brasil, em 2018, é eleito Jair Bolsonaro, com a promessa de trazer o liberalismo para a economia nacional. Propostas como reformas no sistema previdenciário e administrativo dadas como prioridade são exemplos claros de boas medidas econômicas tomadas no primeiro ano de governo o que construiu um cenário eufórico, entretanto, este foi destruído um ano depois pelo próprio presidente quando, por exemplo, trouxe o caos para o relacionamento entre os três poderes.
Tal cenário, antes de ser destruído, foi bem estruturado e diversos sinais deixavam cada vez mais clara a iminência de crescimento econômico. Sinais estes representados pelos encontros de Jair Bolsonaro com Donald Trump, que trouxe especulações sobre a entrada do Brasil na OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, e com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que no que lhe concerne trouxe a esperança de acabar com a falta de água no nordeste com tecnologia de dessalinização na água desenvolvida em Israel. Ambos os encontros e especulações geradas a partir deles foram essenciais para a criação de uma atmosfera favorável e atrativa para investimentos estrangeiros.
Bem como o auxílio emergencial em 2020, mostrou bases teóricas liberais, o que poderia sim atrair investimentos mesmo em pandemia, afinal, o auxílio emergencial é a adaptação da renda mínima, proposta por Milton Friedman no livro “Capitalism and freedom” comprovando o teor capitalista nos ideais do ministério da economia. Todavia, o presidente, assim como atrapalhou as investigações da polícia federal e causou o pedido de demissão do ex-ministro Sérgio Moro, interrompeu o crescimento econômico instaurando o caos na política interna brasileira ao lado da pandemia do Covid-19, como, por exemplo, quando atacou o ministro do STF, Celso de Mello, por divulgar um vídeo de uma reunião ministerial que não provou nenhum crime, logo poderia trazer alívio no mercado financeiro afinal o presidente não corria riscos de ser destituído de seu cargo e assim manter certa estabilidade política, entretanto, ao atacar o magistrado, a tensão aumentou.
Por conseguinte, a premissa é inegavelmente verdadeira quando afirma a forma como presidente pisa sobre a harmonia entre os três poderes logo, é preciso, que a população, cobre através de manifestações seguras e pacíficas, que seu presidente respeite a constituição federal que prevê no artigo segundo que: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”, sendo assim, cobrando a harmonia prevista constitucionalmente para que desta forma, o país possa se recuperar economicamente mostrando sua estabilidade política.