Impactos da instabilidade política no Brasil

Enviada em 11/11/2020

A Inglaterra passou por um período de grave crise política durante o século XVII, a partir do qual, depois da Declaração dos Direitos em 1789, houve estabilidade e a eclosão da Revolução Industrial. Da mesma forma, esperava-se que isso tivesse acontecido no Brasil após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Porém, ao invés de criar ambiente estável,  houve uma verdadeira sabotagem à Nova República pelos políticos brasileiros, o que, reflexamente, prejudicou avanços sociais e econômicos.

Em primeiro lugar, é nítido que Charles de Gaulle estava certo quando disse que o Brasil não é um país sério. Nos últimos 30 anos de República Democrática, Fernando Collor de Mello saqueou as seguras poupanças dos cidadãos; Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff permitiram níveis recordes de corrupção, que quase arruinaram a Petrobrás; e, por fim, Jair Bolsonaro negou as crises sanitária e ambiental. Nesse caso, é preciso dar credibilidade ao francês, uma vez que o governo vive de danos alheios.

Ademais, esses constantes ciclos de atrocidades retiram investimentos no Brasil. Veja-se bem: em face da pandemia de 2020, a resposta governamental foi tão ineficiente que deixou faltar arroz para os brasileiros (dano interno); e, sendo essa política insuficiente, passou-se a frequentar o embate comercial entre americanos e chineses (dano externo). Assim, o Brasil conseguiu criar novas crises dentro da crise sanitária; pois, além de desamparar o brasileiro, construiu muros comerciais xenofóbicos, uma vez que pôs em dúvida, sem provas, as seguranças da Huawei e da Sinovac.

Portanto, caso se queira ter desenvolvimento humano no Brasil, é preciso buscar a estabilidade logo. É necessário que as instituições sociais (igrejas, meios de comunicação, órgãos de justiça e partidos políticos) sejam engajados na seriedade política que o Estado brasileiro exige. Por isso, padres, jornalistas, juízes e ministros, bem como presidentes de partidos, devem atuar junto a seu público para repudiar atos que violem a democracia, denunciando e punindo, por exemplo, a corrupção. Sem essa união, haveremos de continuar sem avanços em crise eterna.