Impactos da instabilidade política no Brasil
Enviada em 18/10/2021
De acordo com o segundo artigo da constituição de 1988, documento de maior importância jurídica no país, os poderes legislativo, executivo e judiciário são independentes e harmônicos entre si. Entretanto, ao se observar o cenário de instabilidade política e de assimetria entre as esferas de poder no Brasil, fica visível que essa premissa constitucional não vem sendo levada a sério em sua parte do resguardo a harmonia. Consequentemente, a desarmonia entre os três poderes da união resulta diretamente em uma instabilidade política que impacta a sociedade brasileira como um todo. Com efeito, a negligência govermantal e a indiferença social agravam esse cenário.
Em primeiro lugar, a negligência governamental é um fator primordial para a perpetuação dessa problemática. Nessa perspectiva, ao se atentar os ataques indiretos que o presidente da república disfere contra diversas outras esferas de poder, como o STF, e até mesmo sua necessidade de intervenção em todos os ministérios e seus subordinados, como a polícia federal, fica claro a posição de displicência do governo em harmonizar as relações dos poderes. Como resultado desse sentimento absurdo de conflito interno, os impactos são enormes, como o na economia, já que investidores não se sentem seguro em iniciar esforços em um país que oscila a cada segundo.
Ademais, a indiferença social também contribui para esse cenário. Em roma, a população era apaziguada dos problemas sociais com a promoção de espetáculos e com subsídios de alimentos. Da mesma forma, a sociedade brasileira se despreocupa da instabilidade política e de seus impactos, se deixando levar por jargões presidenciais, que maqueiam a realidade, e ferramentas de controle de opinião promovidas pelos centros de influência, como a mídia, consequentemente, os poderes se sentem livres para continuar sua briga por influência, promovendo a desarmonização, o que potencializa as outras crises, como a econômica, citada anteriormente.
Portanto, cabe ao governo federal promover a conciliação dos três poderes da república, através de acordos firmados no interesse comum, com a definição de rotas essenciais dentro das decisões políticas, na qual não haverão divergências entre as esferas de poder, para que haja um consenso comum do que é melhor, escapando da crise política e de decisões arbitrárias, já que haverá a adesão geral, a fim de estabilizar o setor político do país, e consequentemente diminuir todos os seus impactos agravados pela instabilidade. Dessa forma, o segundo artigo da constituição será vivenciado pela realidade política do Brasil, com a harmonia e independência que esse proporciona, acabando de vez com os males que a contradição dessa máxima constitucional gera.