Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 16/11/2020

O livro ´´Memórias do Cárcere´´, do autor brasileiro Graciliano Ramos, preso durante a era vargas, relata as péssimas condições de vida, falta de higiene e a falta de humanidade vivenciada dentro das prisões brasileiras. Entretanto, séculos mais tarde de tal acontecimento, as precárias condições e a superlotação agravada com pandemia do novo corona vírus  ainda é notória no sistema prisional do país. Nesse sentido, é de extrema importância discutir as principais causas dessa problemática.

Em uma primeira analise, é  importante ressaltar que a pandemia do novo corona vírus deixou marcas permanentes em toda população brasileira, sobretudo em indivíduos privados de liberdade. o grande isolamento social e a rápida transmissão do vírus contribuíram para celas fechadas e com grande quantidade de cidadãos, além disso, a falta de higiene e a omissão de médicos foram determinante para um quadro alarmante de vítimas da doença. Desse modo, é notória a falta de despreparo do sistema carcerário brasileiro frente a pandemia.

Outrossim, é importante frisar, ainda, que embora a população carcerária brasileira seja uma das maiores do mundo, com mais de 800 mil presos, segundo dados do portal de notícia G1, os presídios do país não possuem estrutura suficiente  para alojar tantos cidadãos de forma adequada. Logo, tal fato contribui para um sistema prisional fragilizado e com grande quantidade de doenças de rápido contagio, como o Covid-19. Assim, é visível que negligência governamental fere não somente os direitos humanos como também a dignidade de muitos cidadãos.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar tal problemática. Para isso, o Ministério da Saúde em conjunto com Mistério da Justiça devem investir verbas na melhoria do sistema prisional brasileiro por meio de construção de mais presídios e a disponibilidade de mais profissionais da saúde dentro dos presídios, como médico e enfermeiras a fim de garantir selas menos lotadas e uma melhor qualidade de vida para esses indivíduos privados de liberdade.