Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 24/10/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão dos impactos da pandemia sobre o sistema carcerário brasileiro. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática.

Decerto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, pode-se observar no Brasil contemporâneo, a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação -sobre direitos de cidadania- do população, para evitar a consolidação do problema.

Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática, é a má conduta midiática. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Pierre Bourdieu prega que o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Além disso, no que se refere, à realidade do sistema carcerário brasileiro, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto à prática de conscientizar a nação de forma realista.

Assim sendo, é notória a dificuldade de formar um país mais ético. A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do estado. Para isso, visando à solidificação de uma solução, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Cidadania -tendo o Ministério da Educação à frente- deve criar um projeto que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e palestra que ensinem a apologia ao respeito, para que se forme um  sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade ao próximo.