Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 25/10/2020

As prisões brasileiras são conhecidas pela sua superlotação, fato que auxilia na proliferação de epidemias e na contaminação de várias doenças dentro delas. Analogamente, a pandemia criou ainda mais impactos nos sistemas carcerários brasileiros, o excesso de pessoas nas mesmas celas, causa não só uma contaminação em maior velocidade, como também a morte de presidiários e funcionários.      Primeiramente, vale ressaltar que o fato das cadeias estarem superlotadas auxilia na maior velocidade de contaminação das pessoas que vivem nelas. Consoante ao que diz a instituição britânica, Imperial College, no Brasil cada pessoa infectada pode infectar outras três, por isso é notório que a aglomeração dos presídios aumenta os números de presos e funcionários com o novo coronavírus. Logo, é evidente que a pandemia criou um impacto ruim nos presídios, pois cada vez mais, as pessoas estão contaminadas.

Ademais, vale ressaltar que os cidadãos dentro dos presídios estão morrendo cada vez mais, por conta da covid-19. Segundo o artigo sexto, da Constituição Brasileira, todos os cidadãos tem direito a saúde de qualidade, porém o descaso com as pessoas que vivem nas cadeias fere a Constituição, pois é óbvio que essas mortes seriam evitadas se cumprissem a lei. Por isso, o Estado deve mostrar um maior comprometimento em cumprir as leis.

Portanto, de acordo com os fatos citados acima, é notório que a população carcerária deve ser amparada pelo Estado em meio à pandemia. O Governo — que é a autoridade governante de uma nação— por meio da Constituição Brasileira, deve fazer com que o artigo sexto se cumpra, aumentando o número de celas com a finalidade de diminuir a aglomeração dos presos. Feito isso, o problema vivenciado será gradativamente erradicado do país.