Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 27/10/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que sistema carcerário brasileiro na pandemia apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do governo, quanto do sistema de saúde. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o governo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, Segundo uma notícia do G1, Na quinta-feira (11), após as primeiras 20 confirmações de casos entre os presos, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) e o Depen informaram que foram adotadas diversas medidas para impedir a contaminação de agentes e detentos do sistema prisional do Paraná. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o que o sistema de saúde como promotor do problema Na população livre estima-se que cada infectado contamine 2 a 3 pessoas. Dadas as condições de encarceramento nas prisões brasileiras, pode-se estimar que um caso contamine até 10 pessoas. Assim, em uma cela com 150 PPL, 67% deles estarão infectados ao final de 14 dias, e a totalidade, em 21 dias. A maioria dos infectados 80% Partindo desse pressuposto, ainda falta verbas para fazer mais exames e que tomem medidas para prevenir que pessoas sejam mais infectadas pela COVID-19.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar que o sistema carcerário brasileiro, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por do Ministério da Saúde juntamente com Ministério da Segurança, promova mais verbas para acabar com esse empecilho, fazendo mais testes e separando esses detentos infectados para não infectar mais pessoas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro, e a coletividade alcançará a Utopia de More.