Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 05/11/2020

A pandemia tem afetado a vida de milhares de brasileiros atualmente, sendo eles obrigados a mudarem de costumes e se adaptarem a essa nova fase. Com o sistema carcerário não é diferente. Com o COVID-19, muitas mudanças foram necessárias nas prisões, para assim evitar a contaminação em massa desses locais. Mas não é sempre que todas as leis impostas pelo Governo são cumpridas nos presídios, ou até mesmo não possuem ordens que falam o que exatamente é ou não errado.

Antes mesmo da pandemia, o sistema penitenciário do Brasil nunca foi perfeito, sempre possuindo falhas ou descomprimindo de normas. Já houveram denuncias recorrentes sobre o tratamento dos detentos, tais como falta de produtos para higiene,  alimentação precária, racionamento de água, escassez de serviços de saúde, além de relatos de tortura. Isso faz que seja evidente que no cenário atual não seria diferente as ações ou melhores, visto que é evidenciado uma situação mais delicada.

Outro problema que poderia ser destacado é a superlotação das celas, na qual acabam ficando um número maior que o permitido ou até mesmo recomendado nas celas. Com isso, é muito difícil de controlar os prisioneiros, sendo quase impossível saber quem está tendo os devidos cuidados, como o uso de máscara, higienização adequada, tendo a obtenção de álcool em gel.

Os casos de coronavírus nas presídios ultrapassaram 14 mil infectados, segundo a Globo 1, variando os casos positivos entre os detentos ou os funcionarios que trabalham nesses locais. Sendo possível concluir que as providências certas não estão sendo tomadas ou até mesmo cumpridas.

Portanto, para que assim consiga controlar e diminuir gradativamente os casos de COVID-19 nas prisões, o Governo juntamente com a Secretaria da Administração Penitenciária deverá intervir fazendo normas mais rígidas, assim mandando pessoas para fiscalizarem se as mesmas estão sendo postas em prática. Fornecendo principalmente máscaras e álcool em gel, e medidas para a segurança. Além disso, deverá também construir mais presídios, por conta da superlotação dos já existentes, usando o dinheiro dos altos impostos que os brasileiros pagam diariamente. Com isso será possível diminuir os casos e riscos às pessoas do sistema carcerário.