Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 13/11/2020
O sistema carcerário brasileiro enfrenta a muitas decadas um problema de superlotação e más condições de saúde e higienização. Isso se tornou ainda mais agravante durante a pandemia, pois, sem a adequada limpeza, a prisão se tornou um ambiente extremamente propício à disseminação do coronavírus. Além disso, apesar dos presos estarem isolados do mundo , não há como controlar a entrada de agentes carceráreos, produtos e quando autorizadas visitas em tantos sistemas prisionais abarrotados de pessoas.
Em primeiro lugar , é importante destacar que o saneamento e o excesso de indivíduos nos presídios se tornou uma questão de saúde pública a ser resolvida há muitos décadas. Uma análise disso, foi feita no filme " Carandiru" , no qual o médico Draúzio Varela relata diversos casos de doenças transmissíveis , como exemplo a AIDS , entre os internos. Nesse sentido, pode-se observar que lugares insalubres são ótimos para proliferação e contágio de agentes infecciosos. Dessa forma, disponibilizar materiais de higiene pessoal e assepsia é fundamental para conter os vírus.
Ademais, os familiares , que poderiam estar carreando o covid 19, foram impedidos de visitar os detentos, contudo aqueles eram muitas vezes os que forneciam artigos de necessidades pessoais , como sabonete, que faltam nas celas. Adicionalmente , estar em contato com entes queridos melhora o bem-estar , que aumenta a imunidade. Portanto, os penitenciários ficaram mais abandonados e sem condições mínimas de se protegerem, levando a muitos casos de infecção respiratória e até mesmo mortes.
Logo, é necessário que o Ministério da Saúde intervenha no sistema carcerário brasileiro , em conjunto com o Ministério da Justiça, analisando quais presos poderiam ser libertos ou postos em prisão domiciliar , sem por a sociedade em risco. Aliado a isso, forneça condições adequadas de higiene e promova palestras internas os orientando como se prevenir.