Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 06/11/2020
A obra do filósofo e renomado Platão, A República, retrata uma sociedade perfeita, ausente de quaisquer problemas e conflitos. Entretanto, a realidade brasileira não condiz com a veracidade retratada na obra, tendo em vista que os impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro é uma problemática, devido o superlotamento e às condições precárias para com os presos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar o superlotamento carcerário como impulsionador da questão. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social dos seus filhos, porém isso não ocorre como desejado, dado que as cadeias estão lotadas devido ao gradativo número de presos em todo o país e à falta de construções de presídios para reportar esse número.
Outrossim, as condições precárias encontradas nos sistemas carcerários é um grande impasse para a resolução da problemática. Consoante Aristóteles, a política tem como função conservar o afeto entre individuos de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, tais circustâncias não encontram respaldo suficiente para ser resolvido, agravando ainda mais a resolução do problema.
Portanto, compete aos Agentes Penitenciários, em conjuntura com o Governo Federal, exerçam e cumpram o regulamento do estabelecimento penal, de modo que, as condições básicas - racionamento de água e comida, e fiscalização de qualquer mundança nas atividades e na saúde de todos os individuos presentes no sistema carcerário - para um bem-estar sejam garantidas aos presos, para que assim, a sociedade descrita por Platão seja alcançada no sistema penitenciário brasileiro.