Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 07/11/2020
Na série dramática de TV “Ratched”, após cometer diversos assassinatos, Edmund é preso. Ele vai para uma prisão que disponibiliza uma boa alimentação, higiene e uma sala individual. Em contradição a história, a realidade do Brasil é o sistema carcerário com péssimas condições de vivência, que se encontra ainda pior em meio a pandemia do coronavírus, pois trouxe, ainda mais, impactos negativos aos prisioneiros. Em relação a isso, esse cenário foi proveniente da omissão governamental, e como consequência, ocorreu o agravante da situação no ambiente penitenciário.
Em primeiro lugar, é lícito ressaltar que há uma falta de investimento no sistema carcerário brasileiro. Sob a perspectiva do sociólogo Zygmunt Bauman, os indivíduos sociais foram abandonados aos seus próprios recursos. No que se refere a esse pensamento, o governo não oferece assistência básica para que nos presídios existam condições mínimas para atender a demanda de pessoas. Assim, esse quadro piorou em meio à pandemia pela falta de higiene e alimentação fundamental, por a superlotação das celas e a ausência de auxílio médico, já que há a permanência da omissão por parte do governo.
Ademais, como consequência do contexto caótico das prisões, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 15 mil pessoas presas foram contaminadas com o vírus. Esse número é entendido quando é associado principalmente à superlotação, o que torna a contaminação rápida entre elas, já que o coronavírus é espalhado pelo ar, além da falta de recursos de saúde, que impede de serem tratadas da doença, a qual ainda não tem cura. Com isso, além dos encarcerados ficarem doentes facilmente, vistos em uma posição debilitada e abandonada, ocorre diversas mortes. Logo, algo precisa ser feito para diminuir esse problema.
Diante do exposto, para amenizar o impasse, é necessário que o governo, como instância máxima de administração executiva, invista no sistema carcerário do país, por meio da oferta de alimentos, produtos de higiene e construção de mais celas. Com isso, tem como finalidade diminuir a chance dos indivíduos contraírem e serem vetores de doenças, além de garantir um melhor estado de vida nas prisões. Só assim, o Brasil poderá evoluir e ter um modelo carcerário próximo ao apresentado em “Ratched”.