Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 07/11/2020

A pandemia do novo coronavírus impactou de forma negativa várias áreas das nossas vidas, e principalmente, evidenciou problemas que sempre existiram, mas que ficavam postergados. Posto que a superlotação dos presídios sempre foi um problema em pauta no Brasil, como lidar com ele em meio a uma pandemia que exige afastamento social?

De acordo com um levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em todos os presídios do país, revelou o número de casos do novo coronavírus soma-se a 13.778, constando um aumento de 99,3% em 30 dias. Os números da pesquisa revelam um total descaso ao sistema prisional, revelando que o número de contágio tende a crescer, tendo em vista que há superlotação de celas e o contágio pode ocorrer de forma descontrolada.

Além disso, a prisão em sua teoria serve para ressocialização de indivíduos que cometeram um ato criminoso possam retornar ao convívio em sociedade, e tratá-los com indiferença não é o caminho. Com o descaso quanto a saúde desses detentos, só evidência o quanto esse setor é menosprezado. Precisamos tratar com importância todas as vidas que estão em risco nesse cenário atual, e não simplesmente ignorar e agir como se não existissem.

Portanto, durante a pandemia é de suma importância que o Governo federal exigia dos municípios e cidades a desinfestação periódica das alas, cela e pátios. Seja feito testagem nos presos e ocorra a separação dos que testarem positivo. Implementar palestras dirigidas por agentes da saúde para os servidores e policiais penais sobre o risco do contágio e medidas que se devem tomar de prevenção.