Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 09/11/2020

Reflexos da pandemia na prisão

A pandemia da Covid-19 colocou o serviço público em perigo em todos os setores: saúde, educação e segurança. Dentre todos esses segmentos, tivemos que nos adaptar a uma nova realidade, uma nova vida. Algo que devemos debater e que normalmente a população se divide em duas opiniões é sobre a realidade dos presidiários, uns acham que a situação deve ser melhor e que poderia transformar de alguma forma os presos, já a outra parte acha que os mesmos estão naquela situação por culpa própria e por isso devem arcar com o que lhes oferecem.

Olhar para os presidiários seria fornecer que cumpram suas penas com o mínimo de dignidade, embora tenha violado a lei, o ordenamento jurídico, ou o seu dever, o indivíduo merece ser tratado com dignidade e respeito pela sua condição básica de ser humano. Isso não minimiza sua pena ou o crime que venha a ter cometido.

Infelizmente, com essa pandemia da Covid-19, esse assunto deve ser debatido, sim! As recomendações da OMS são medidas de higienização, uso de máscaras e principalmente o distanciamento social. É completamente absurdo pensar que nenhuma dessas medidas está sendo seguida, é irreal pensar que seres humanos estão “jogados” sem o mínimo de condições básicas. Tiveram relatos de higienização precária, superlotação das celas e sem condições nenhuma de distanciamento.

São casos e mais casos de mortes e infectados nos presídios para a Covid-19, os números só aumentam e essa pandemia trouxe mais a tona a situação do sistema carcerário do nosso país, problemas que estão sendo tratados com normalidade, onde nada é feito para melhorar. Precisamos mudar a realidade do sistema de presídios de uma vez por todas.

Certamente quando a pandemia passar o Brasil terá a oportunidade de dar atenção as prisões, para realização de reformas amplas na justiça criminal, para buscarmos o direito as condições básicas do ser humano, deixando de lado toda essa revolta enraizada em punição que temos em nossa sociedade. Se ainda houver doença nos presídios, além dos presos, nós mesmos não estaremos seguros, os funcionários também não estarão. Precisamos lutar pela dignidade humana num todo.