Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 12/11/2020
O filósofo Sartre defende que cada ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que concerne à questão da pandemia estar causando um impacto negativo no sistema carcerário brasileiro. Dessa forma, observa-se que o sistema carcerário reflete um cenário desafiador, seja em virtude dos presos serem reféns da pandemia e também as superlotações indevidas dos presídios intensificar a problemática.
Em primeira análise, percebe-se que os presidiários convivem com o risco e estão de mãos atadas em meio a problemática. Na obra “ Modernidade Líquida” Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo, de tal maneira, nota-se que a pandemia afeta diretamente as cadeias, na qual os agentes penitenciários e visitas podem disseminar o vírus para os presos, fazendo com que muitos presidiários se contaminem rapidamente aumentando ainda mais os números de vítimas.
Ademais, nota-se que o sistema carcerário brasileiro está com superlotação, abrigando muito mais presos que a sua capacidade, facilitando ainda mais a contaminação pelo vírus covid-19 que é o responsável pela atual pandemia. O controle do vírus dentro das penitenciárias é limitado, na qual apenas 7,8% dos presos foram testados e já se tem 2,3% do total de detentos infectados segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), com isso nota-se que a problemática tende a se intensificar.
Destarte faz-se necessário uma intervenção no que se diz a respeito da pandemia estar causando um impacto negativo no sistema carcerário brasileiro . Assim por meio do (Depen) com apoio de ONGs devem realizar ações por meio da mídia com relatos de presos que vivenciam o problema e estão sem os devidos cuidados em meio a uma pandemia, a fim de de conscientizar a população a buscar a construção de mais prisões e de um centro de tratamento para os detentos infectados, mostrando sermos livres e responsáveis com nós mesmo conforme Sartre.