Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 14/11/2020

Inaugurada em 1920, a Casa de Detenção de São Paulo, também conhecida como Carandiru, chegou a ser a maior prisão da América do Sul. Conhecida por ser rigorosa em suas penas e condições precárias ela inspirou o filme que levou seu nome popular em 2003. A longa metragem serviu para mostrar a realidade aos telespectadores e fazer uma crítica ao sistema, sobre a necessária mudança de maiores celas e atendimentos médicos básicos para um bom convívio dentro das penitenciárias.

Frequentes visitas médicas aos presidiários são indispensáveis em meio a uma pandemia, já que a saúde é um direito universal garantido pelo artigo 196 na Constituição brasileira de 1988. Porém, percebe-se que nos dias atuais se faz em falta, vendo que as últimas estatísticas mostram que somente no estado do Rio de Janeiro, a morte dentro das prisões é cinco vezes maior que a média nacional.

Grande parte da propagação de doenças e de violências se dá pela superlotação nas celas dos presídios, uma questão necessária também para a diminuição de detentos nas celas e violências seriam celas privadas para presidiários que possuem distúrbios psicológicos. O filme Bronson de 2008, baseado em fatos reais retrata essa questão, Charles Bronson é um assassino psicopata que é isolado dos demais por ser considerado um perigo para a sociedade.

Em conclusão, vê-se que Albert Einstein é coerente em sua frase, na qual ele diz: “não se pode manter a paz pela força, mas sim pela concórdia.” A conciliação para se obter presídios com ambientes menos precários seria um atendimento médico básico custeado pelo SUS, até mesmo atendimentos psicológicos, e uma ampliação de celas feitas pelo Ministério de Infraestrutura para melhorar a logística de detentos de todo o país, a inclusão de presidiários em projetos sociais e esportivos seria de extrema importância para a diminuição de violência nas celas, abrindo novos caminhos para os esquecidos pela sociedade dentro de presídios superlotados.