Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 30/11/2020

No filme de terror “Quarentena”, são expostasas dificuldades de contenção de uma doença em espaçosfechados. Como consequência, quase todos os personagens são contaminados e acabam mortos. Similarmente, nos presídios brasileiros, uma situação parecida se instala, por meio do novo coronavírus, e é potencializada com as superlotações e a falta de infraestrutura.

Celas lotadas nas prisões facilitam o contágio que, de acordo com a OMS, acontece por meio do ar e contato humano. Em adição, o sistema carcerário nacional contém três vezes a capacidade de presos que pode suportar, como evidenciam as notícias do “UOL”. Isso acaba intensificando o alastramento do vírus e pondo em risco de vida os presos no Brasil.

Além da superlotação das prisões, outro potencializador da transmissão da doença é a falta de infraestrutura necessária para cuidar da higiene e saúde dos presos, que é consequência do alto número de pessoas dentro dos presídios. A falta de ventilação em celas só aumentam mais a gravidade do problema já que o vírus é transmitido pelo ar.

É com isso em mente que se faz necessário medidas para atenuar os efeitos da doença. É papel do Estado, em parceria com o Depen, providenciar mais infraestrutura para melhor organização e eficiência das priões, como instalação de sistemas de ventilação e construção de mais presídios, por meio de investimentos, para que assim a transmissão da doença entre os presos diminua.